A Ciência EconômicaTaxas de juros, câmbio flutuante, inflação, deflação, valorização e desvalorização da moeda, política monetária, impostos, casa da moeda, modelos econométricos. A ciência econômica foi criada a fim de responder todas estas perguntas, ou melhor, foi criada para realizar a gestão de todas estas variáveis criadas a fim de administrar corretamente o complexo mundo que estamos inseridos.
Podemos definir a ciência econômica como aquela responsável por unir o útil ao agradável. Na economia tentamos energicamente resolver um eterno problema: equilibrar o fato de que as pessoas possuem desejos ilimitados por demanda de bens e serviços, enquanto a oferta desses bens e serviços é limitada. Essas limitações se dão de várias formas, como fontes de fornecimento escassas, linhas de produção com baixa capacidade, falta de capital, escassez de mão-de-obra especializada, entre outros fatores. A teoria econômica é dividida em dois grandes grupos, o da história econômica e o da econômica instrumental. Na história econômica, observamos a existência de linhas de pesquisas provindas de estudos de filósofos e pesquisadores que buscam a interação entre as necessidades humanas e sociedade ao longo do tempo. Temos assim os clássicos, modernos, neoclássicos entre outras escolas. A economia instrumental por sua vez procura converter a história em números, objetivando equalizar formulas matemáticas capazes de calcular o que os filósofos e pesquisadores propõem. Tento conhecimento da divisão feita acima, podemos dizer que a economia instrumental conta com elementos macroeconômicos e microeconômicos. Os macroeconômicos têm como objetivo fazer análises amplas, de governo, setores particulares da economia, até mesmo de um país. Já a microeconomia, é responsável por analisar empresas, ramos de negócios, grupos e outros agregados geradores de receita. É um conjunto de ferramentas que aplicam às determinadas situações de formas variáveis e independentes. A macro e a microeconomia aliadas conseguem compilar os fatos históricos, sejam eles de empresas, cidades, estados, países ou do mundo e gerar resultados palpáveis, além de estabelecer, através de dados históricos e estatísticos, previsões seguras. Para que isso se efetive, é necessário que a econometria, que pode ser definida como um conjunto de ferramentas econômicas, utilize a história, a matemática, a estatística e outras variáveis para simular de forma mais real possível, resultados. Sendo assim, podemos definir a economia como uma ciência, não social, não exata, apenas uma ciência que têm o objetivo de orientar, prever e explicar o que a história deixa vago e o que a matemática não permite exceção. A teoria econômica passa a ser algo incontestável a partir do momento em que suas ferramentas e dados históricos acumulados são utilizados a fim de gerar resultados. Tais resultados não se limitam apenas em excedentes de capital e lucro. Com a ciência econômica podemos analisar, prever, evitar fatos como um surto de desemprego provocado pelo fechamento de uma empresa. Podemos analisar o grau de risco de um investimento, o orçamento de uma pessoa, família ou empresa, o custo benefício da aquisição de um imóvel ou automóvel, os impactos da construção de uma barragem d´água em uma determinada área. Enfim, podemos estudar qualquer tipo de externalidade. É ainda, essa ciência que utilizamos para prever, com baixa margem de erro, retornos de investimentos, fluxo de caixa, reservas pessoais, impactos provocados por ações humanas e ambientais, assim como provocar e/ou impedir tais eventos. Conclui-se então que a economia sempre tem como fundamento a teoria do equilíbrio onde procura estabelecer um grau de satisfação entre as variáveis estudadas objetivando que essas entrem em concordância, promovendo o resultado pretendido: utilizar recursos escassos para atender necessidades ilimitadas. |